
Antes de começarmos a refletir, quero deixar algo bem claro: esse texto diz respeito à qualidade do Audio utilizado por DJs, em sistemas de som de festas e casas noturnas.
Recentemente o DJ e produtor musical François Kervokian iniciou uma rica discussão, muito pertinente, a respeito do novo padrão de qualidade musical que vem sendo adotado por DJs e casas noturnas de todo o mundo: o MP3 comprimido em 320 kbps.
A qualidade padrão dos CDs foi criada há 30 anos atrás (1.401 kbps), e se manteve assim por limitações tecnológicas da época. Era o início da era digital. A quantidade de informação musical contida nos CDs é 4 vezes maior que a do melhor MP3. O MP3 é um arquivo comprimido (com perda de informações na compressão) que foi idealizado nos anos 90 para transmissão de arquivos na internet, na época utilizava-se um modem de 56 kbps. O MP3 foi criado para ser tocado nos pequenos auto-falantes de computadores, nunca em sistemas de som de grande porte, aonde tudo é maximizado. Me parece uma regressão nítida, no que diz respeito à evolução da qualidade, adotar como padrão algo indiscutivelmente inferior.
Escutar MP3 em casa, no carro e no computador é mais do que normal. Entretanto pegar esse arquivo, que teve uma parte de suas informações musicais perdidas na compressão, e amplificar as suas imperfeições em um potente sistema de som, que foi antes de mais nada desenhado para reproduzir a melhor experiência acústica possível, não faz muito sentido a meu ver.
Vamos entender, é muito simples: um arquivo digital de alta resolução (4.608 kbps) contém 14 vezes mais informação musical do que um MP3. É como comparar uma foto digital de alta resolução com uma de baixa resolução. A foto de baixa resolução, vai ficar boa no fundo de tela do seu computador, no orkut, mas se você for imprimí-la para expor em um outdoor por exemplo, ela ficará com a resolução muito baixa, não conseguiremos apreciar a imagem e todas as suas informações. O mesmo acontece com a música.
Interessante também pensarmos sobre o conceito de evoluçâo tecnológica, que a meu ver está diretamente ligado à melhoria de qualidade, e inevitavelmente ao barateamento da tecnologia em questão, facilitando seu acesso e comércio, posteriormente. Temos vários exemplos:
Em 1994 uma televisão possuia 480 linhas de definição em uma resolução DAR de 4:3, e som estéreo. Hoje em dia as TVs possuem 1080 linhas de definição em uma resolução DAR de 16:9, e som surround 5.1. Muito mais informação.
Também em 1994, as câmeras digitais eram raras e bem caras, com uma resolução de aproximadamente 1 Megapixel. Hoje em dia, podemos comprar câmeras de aproximadamente 10 Megapixels por um preço muito mais acessível.
Na mesma época nos EUA, computadores tinham processadores de 33Mhz e memória RAM de 64 Megabytes, e custavam cerca de 2.000 dólares. Atualmente compramos computadores de 3.2 Ghz e 8 Gigabytes de memória RAM, pela metade do preço aproximadamente.
Em 1994 os CDs tinham uma resolução de 1.401 kbps. Seguindo essa tendência natural, a qualidade do Audio digital utilizado por DJs em festas e casas noturnas deveria estar em torno de 14.000 kbps.
Acontece que hoje em dia, os DJs estão adotando o MP3 como padrão, sem grandes questionamentos, e acreditando que estão em posse de algo de qualidade satisfatória. O que se torna irônico a essa altura do campeonato é que, o objeivo maior do DJ, que costumava ser trabalhar para oferecer a melhor experiência sônica e musical em sua festa, está sendo colocado de lado em detrimento da conveniência (o mal da nossa sociedade moderna, preguiçosa, medíocre e alienada).
Em uma pesquisa feita recentemente na Universidade de Stanford, algo interessante foi constatado. Durante 6 anos o professor de música Jonathan Berger fez testes com seus alunos, aonde eles escutavam diversas compressões de MP3, e as comparavam com arquivos de maior qualidade digital. Foi constatada ao longo dos anos, a crescente preferência dos jovens pelo som do MP3, enquanto paralelamente cresce mundialmente o consumo de música nesse formato. Algo muito triste a meu ver, já que estamos nitidamente caminhando para trás quando o assunto é qualidade.
Segundo o especialista em mídias e tecnologia Dale Dougherty, a nossa percepção musical muda conforme o contexto no qual estamos inseridos, principalmente quando ele é óbvio e perceptível a todos. É o caso atual, aonde todos estamos nos acostumando a ouvir música em baixíssima qualidade, sem enxergar de fato o que está ocorrendo. É algo que as futuras gerações provavelmente acharão curioso, já que as escolhas que estamos fazendo podem não ser tão compreensíveis assim, para eles.
O que me preocupa é a inevitável formação de uma geração sem referência, ou com uma referência muito pobre. Acredito que as pessoas não sabem o que estão perdendo, até experimentar. E muitos DJs e frequentadores de festas atualmente, não sabem o que estão perdendo quando o assunto é qualidade de som.
Quando converso com amigos DJs me espanto ao ver que, mesmo tendo a opção de comprar arquivos em WAV (qualidade de CD), alguns continuam comprando MP3. Todos têm uma justificativa para manter o status quo, se preocupando na maior parte das vezes com o espaço em seus HDs, ou nos 2 dólares a mais que vão pagar pelo arquivo de qualidade superior. Eu me pergunto se ao tocar arquivos em MP3 nas festas, esses DJs não se sentem, nem que seja só por um instante, contribuindo para a regressão de toda uma cultura, diminindo o valor do papel do DJ, e acabando com o contrato não verbal aonde os DJs deveriam inspirar, guiar e ser um exemplo de qualidade.
A realidade é que, conforme disse Darshan Jesrani do Metro Area, cabe a nós DJs, promoters, produtores musicais, engenheiros de som e formadores de opininão, resgatar a qualidade. Estamos vivendo em uma época na qual a mentalidade é deixar o gosto da massa prevalecer. E sabemos que quando seguimos a massa, o resultado é a mediocridade.
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é, frequentemente nas festas eu paro e falo, porra, ta faltando umas frequencias nessa faixa, o som parece de radinho de pilha mas ta todo mundo dançando?!
muito bom esse questionamento, me sinto a vontade para falar dele, pois ja usei todas as mídias possíveis, e já fiz uma reflexão sobre isso. em primeiro lugar, nada se compara ainda ao som do vinil. eu já fiz campanha nessa cidade em uma época para os djs não largarem as bolachas.eh interessante em pensar que algumas mídias (a maioria) está crescendo em qualidade e a de música não estar acompanhando muito isso. as velhas questões comerciais em jogo. eu queria poder tocar meus arquivos wav direto sem precisa-los gravar em cd. se tivesse algum aparelho que eu pudesse plugar um hd externo e pudesse discotecar como se fosse uma mk2, ou um cdj1000 da piorneer, estaria realizado. muitas faixas que eu compro tem possibilidades de ser wav, e eu normalmete opto por isso. o problema nao eh o arquivo digital, eh o mp3. poderia o wav assumir esse papel, e isso vai ser possivel a cada vez mais que a ampliação da velocidade de trasmissão e armazenamento aumentarem. mas vai faltar o equipamento pra tocar o wav direto, sem ser via cd. ou entao arrumem uma midia 32 bits que toque isso.
eu, como sou do tempo em que o cd nem existia ainda, vejo beneficios e malefícios nessa trasnformação digital. nem tanto lá, nem tanto cá. mas se eu morasse em algum lugar que vendesse vinis excelentes por 5 reais compraria na hora.
Um grande problema dessa geração que vem crescendo junto ao mercado de mp3 é achar que qualidade é sinônimo de volume. Achar que som comprimido e às alturas é superior ao dinamismo, a profundidade e espacialidade que ondas sonoras não comprimidas proporcionam. Mesmo porque eles nem conhecem isso e provavelmente acharão estranho se ouvirem. Dizem (os fabricantes) que as frequências eliminadas na compressão de um arquivo mp3 em 320 kbps são imperceptíveis ao ouvido humano. Na minha opinião é um tremendo KO fudido! Num sistema de som decente em local acústicamente favorável, ouço e sinto o som fechado e chapado de um mp3, seja na melhor qualidade possível, em relação ao som espaçado e dinâmico de um .wav, por exemplo. Agora é um imenso desperdício e mediocridade querer tocar mp3 numa casa com um puta sistema de som, abominavel.
Outra coisa, me parece um tanto conveniente nesse mundo cada vez mais rápido no qual não se tem mais tempo direito pra uma série de coisas, inclusive OUVIR música - coloco aqui “ouvir” em caixa alta porque ouvir é diferente de escutar - essa compressão sonora, que na verdade quanto mais comprimida, mais facil fica às pessoas ouvirem as nuances ou aqueles sons baixinhos que embelezam uma música e que necessitam uma atenção adicional para serem notados, por exemplo. Até mesmo o modo de fazer música vem mudando, muitas vezes com a eliminação dessas nuances para facilitar o comodismo do ouvinte moderno.
Só pra deixar claro pra quem não sabe para que serve a compressão sonora: Basicamente ela deixa a música, quando pronta, mais em evidência. O som, digamos, fica mais “na cara”, falando a grosso modo. Ela traz à frente, por exemplo, aqueles elementos sonoros mais sutis na mixagem da música. Individualmente, ou seja, para cada elemento de uma música, a compressão serve para eliminar a dinâmica de instrumentos ou “consertar” erros, além de, se usada adequadamente, engordá-los, dando-lhes mais punch ou peso. E ainda pode ser usada de forma criativa como efeito, ao distorcer o som ou como sidechain. No caso do mp3, o motivo é meramente uma compressão de dados pra ocupar menos espaço.
@ joe:
realmente, as pessoas dançam quando a musica está boa, e isso é o principal. acredito que a maioria não sente, e dança muitas vezes sem saber que faltam informações sutis na musica, ou que perderá mais rapido sua audiçao se exposto por muito tempo a esse som alto, a longo prazo… ou mesmo sem saber o que pode ser uma noite com uma puta qualidade de som, daquelas que vc volta mais leve pra casa… na verdade o digital está aí no seu começo, só vai melhorar.
@ Mendez
vc pode tambem tocar os WAV no Cd, com qualidade 16bits mesmo… agora tocar direto os arquivos wav do hd seria o ideal. acho que vc pode fazer isso via serato controlando os arquivos wav em um hd…
@ Linkage
cara, vc tocou num ponto que é muito bom, o Mendez ate ja tinha pensado em escrever sobre isso se me lembro bem: a compressão excessiva na masterização das produções das últimas décadas, que aumentou o volume e cortou toda a dinamica do audio… vou ver se acho um video muito legal sobre isso.
agora essa compressao do MP3 é diferente… é uma compressao com perda, ela nao mexe na dinamica, somente elimina frequencias que são consideradas inuteis, se não me engano de forma aleatória.
pior ainda amigo Linkage, é quando a gente escuta uma masterização daquelas horripilantes, com a onda toda quadrada, comprimida em MP3 em alto e “bom” som. lol
Infelizmente, por uma questão mercadológica, o MP3 virou o padrão para a distribuição on-line de arquivos de áudio. O formato é fechado (exige o pagamento de royalties para a sua implementação), mas ainda assim conseguiu se firmar no mercado, a despeito de formatos livres como o ogg vorbis.
Assim como os formatos comprimidos de vídeo, o mp3 se firmou em uma época em que o acesso à internet estava se popularizando, ainda com conexões lentas e instáveis. Acredito que a tendência, daqui para frente, seja de um retorno da atenção à qualidade das mídias digitais.
Hoje temos conexões decentes, com preços cada vez mais acessíveis. O custo de armazenamento de dados diminui drasticamente na última década. A prova disso é que a demanda por streaming de vídeo na Internet cresce exponencialmente. Temos a HDTV entrando no cenário, Blueray, Youtube em High Def. e várias outras tecnologias surgindo, que primam pela qualidade do conteúdo.
É papel dos DJs apresentar a demanda por áudio digital de alta qualidade. Existem inúmeros formatos que utilizam compressão sem perdas (http://en.wikipedia.org/wiki/Lossless). O formato apple lossless já é amplamente utilizado na plataforma MAC, preferida de 10 entre 10 DJs “digitais”.
E MP3 a 320kbps ainda acho completamente utilizável, mas o que se vê nas pistas por aí são arquivos com qualidade muito inferior a isso.
@ mandachuva
exato. vivemos em uma faísca temporal, um pouco cegos no meio de tantas, velozes mudanças…
também creio no retorno da qualidade nas pistas de dança, questão de tempo (não muito) e consciência.
Parabéns pelo texto.
Concordo com @mandachuva, MP3 de 320kbps é um luxo em boa parte das pistas da cidade!
Esse é um puta problema para uma geração de “djs” que se habituou a consumir música por meios tão efêmeros (blogs, myspaces e afins). Qntos % será que ainda pagam por tracks?
achei uma leitura indicada lá no rraurl, que parece ser bem interessante :
http://site.rraurl.com/resenhas/6192/O_Futuro_da_Musica_com_a_Morte_do_CD
@ JiskoKid
pelo que tenho ouvido nas pistas da cidade, o som tem deixado a desejar, salvo excessões.
muitas vezes a música em si já é bem “gritante”, e costuma vir em baixas qualidades de MP3 que nas mãos de djs com pouco prepraro e referência, em termos de controle de volume e equalização, pode se tornar um perigo para a pista.
nós (DJs) precisamos reverter esse quadro gradualmente, a fim de levarmos para as pistas de dança uma experiência que agregue um minimo de valor, e respeite o público.
como vc citou, é uma tendência muito atual, que está se solidificando sem muito tempo de reflexão para a maioria, que acaba pulando no trem.
de um ponto de vista otimista, vejo como algo passageiro, pelo menos para os DJs e profissionais do audio.
Concordo 100%.
Mas partindo do ponto de vista de quem está na pista, o problema maior que eu vejo (na nossa realidade, Brasil-Bsb) é a porcaria de som que normalmente se coloca para ouvirmos. Nem estéreo eles são!!!!!! Não tem nem como exigir! Por mais qualidade que a faixa possa ter, a aparelhagem, o equipamento, não vai atender!!! E outra, é muito raro existir um técnico que possa acompanhar o equipamento e regular ele conforme necessário durante a noite…
Isso é massificação. É pela grana. Não importa mais o que se ouve, contanto que tenha cerveja e gente bonita…
Enfim, ainda bem que a proposta desse coletivo (em sua festa) é som de primeira (e como foi!!!!).
Parabéns pela matéria!!!
Sempre muito importante discutirmos esses “pormenores” que são importantíssimos pra quem realmente ama a música.
Mendez
acredito que o TORQ rodando na plataforma win vista 64 , reproduza as tracks WAV sem perda alguma… nao tenho certeza, seria algo a verificar, ate pq a placa de som nao sei se tem todo o potencial que o sistema operacional oferece ( taxa de transfer.. e afins)
Como muitos de vcs começei na época que nem existia CD, sofri um pouco com a mudança de mídia, existiam mitos sobre o preenchimento do som no CD, falavam que o grave nao era o mesmo e até hj tem gente q acredita nisso, nao vou discutir.
Como muitos, acompanhei a evolucao das midias e hoje estou usando notebook, emulando vinil e cd , tentando manter pelo menos a ”plastica” envolvida na discotecagem.
Acho muito triste ir em grandes eventos com djs renomados internacionalmente e só ver a atração apertando botoes no teclado de seu Macbook.
As prenssagens de vinil continuam e os releases estao ai saindo em wav tbm. O problema do vinil todos sabem, além das taxas absurdas de importacao, o peso e o volume incomodam. É dificil comparar a praticidade de um case de cds ou até mesmo um note + placa de som com o peso e o volume de um ( ou mais) case de vinil.
Concordo com o Gui quando fala que se tivesse bons lançamentos na bolacha a 5 ou até mesmo a 15 reais, eu estaria com caixas de verdura cheias ! ( lembra aquelas caixas de feira q a galera guardava os bolachoes? )
Mas voltando ao foco da discução, o MP3 está em evidencia pq a propria industria incentiva o uso desse formato
Vamos parar pra pensar sobre esse angulo. Se o Juno Download , o Beatport e outros conhecidos portais de compra de arquivos estivessem mobilizados a oferecer somente formatos em que o trabalho do produtor nao fosse prejudicado ( em consequencia disso o publico ) e só tivesse lá opcoes para compra de arquivos WAV e VINIL , nao teriamos essa discussao… O que faz ter o formato 320kbps disponivel pra compra ? O interesse comercial.
O produtor quer a track tocando na internet, no ipod, no celular… Os fabricantes de hardwares que reproduzem querem as musicas cada vez menores em tamanho ( espaço em disco), pra poder dizer que seus aparelhos tem uma capacidade de 2 mil - 5mil - 10 mil musicas, eles nao falam 1 giga , 2 gigas… pro marketing é ruim, o número de 1 dígito nao vende !
Investir e comprar Vinil ou só Wav seria a solução,mas é complicado reverter esse quadro, pelo menos aqui em bsb, aonde o artista local nao é valorizado, os caches sao baixissimos (cade a grana pra investir), a qualidade dos PAs é na maioria dos casos ridícula(nem stereo sao, vai botar o bolachao pra tocar no PA em mono?), o publico se satisfaz com nomes estrangeiros desconhecidos e esquece de questionar a legitimidade e a qualidade dessas atracoes, e se a festa tem: gente bonita , pista insuportávelmente cheia e cerveja (nem precisa ser gelada)- ta lindo!
Erros todos cometemos, seja 1, alguns ou muitos. Fato é: Industria, DJs , Produtores , Público - todos com suas parcelas de culpa - deveriam refletir sobre isso e buscar a melhoria constante na qualidade da noite.
esse espaço e esse tipo de discussão me fazem acreditar que essa evolução em bsb é difícil, mas não é impossível !
Vida longa aos defensores da moral e da qualidade na pista de dança ! :-D
Abrasss
Isso é complicado… eu compro mp3 e wav… produzo e salvo em wav… porém as vendas de wav são ridiculas se comparadas com as vendas de mp3… essa questão da compressão de audio… ainda vai dar muito o que falar…
@ gargantilha
exato garagantilha. estamos tão “acomodados”, que nem se exige som estereo nos PAs atuais. tudo pelo mais “barato” e mais “em conta”. assim baixamos os gastos, e infelizmente a qualidade de tabela…
conversei com o Leo SA, que faz o som da nossa festa, e fiquei super feliz ao ouvir suas opiniões. ele se preocupa de verdade com a qualidade do som que coloca nas festas, e até no som que toca como DJ. precisamos fortalecer essa corrente da qualidade. a longo prazo isso faz diferença, eu acredito…
@ Bell Mesk
brother, vc está certíssimo, esse assunto é muito complicado. quando se trata de produção mais ainda…
imagino que vc como produtor queira distribuir sua música e ser ouvido e tocado pelo maior número de pessoas possiveis… e para isso, o MP3 é revolucionario, sem dúvidas.
vamos seguindo em frente, pois em breve, eu espero, poderemos oferecer cada vez mais qualidade para nossos ouvintes, questão de tempo. em breve boto fé que a procura por WAV deve aumentar, assim como sua disponibilidade…
Concordo! recentemente abordei o assunto de uma perspectiva semelhante no blog da gomus.
abs